terça-feira, outubro 17, 2006

Mykonos - Grécia (II)





MINDELO - Cabo Verde







Cidade de todas as cores. Elogio da cultura, da diversão, da música tocada nos acordes de Cabo Verde... Palco de teatro, casa de actores.
O Mindelo é a cidade boémia. O lugar onde a noite se transforma em morna e coladera. Onde os marinheiros atracavam, no passado para passar umas horas de lazer. Cidade de aparências, bonita e bem arquitectada... Infelizmente um pouco deprimida, com demasiada pobreza e alguma prostituição a dar às ruas um tom decadente.

Mas apesar disso, a velha cidade portuária lá continua, berço de intelectuais, mãe de escritores, musa de artistas plásticos e das gentes do espectáculo.

Vale a pena caminhar pelo Mindelo, deixar-se encantar pelos cafés quase sempre ao som pela rabeca e o violão ou contemplar a Laginha, essa baía de tons dourados ao fim da tarde.

quinta-feira, outubro 05, 2006

Mykonos - Grécia



Mykonos é uma das 3000 ilhas que compõem este país do sul da europa. A ilha faz parte do arquipélago das Cíclades em pleno Mar Egeu.
Pouco mais haveria a dizer se não fosse este pequeno pedaço de prazer o poiso da nossa lua-de-mel.

Hoje, Mykonos, batizada com o nome do filho de Apolo, é uma ilha bastante cosmopolita, graças a ter se tornado destino, nas últimas décadas, de visitantes do jet set internacional. Muitas celebridades gregas e internacionais têm residências de verão na ilha.
Hora -a cidade principal- é repleta de ruelas e becos de casinhas caiadas de branco com janelas em madeira que pouco mais vão além do encarnado e azul. Tanto de dia como de noite a cidade transpira encanto levando-nos a querer conhecer ainda mais. Pequenas lojas encantadoras, tanto de griffes internacionais como de artesanato, restaurantes , tavernas e inumeros bares, permitem-nos gastar horas e horas de passeio e comtemplação, retempradas de vez em quando com um frappé -café gelado com ou sem leite servido em copo grande.

O resto da ilha é de paisagem árida com pouca vegetação mas comtemplada com inúmeras praias delineadas em baías de águas quentes e cristalinas.

segunda-feira, outubro 02, 2006

A nossa "grande" viagem




Voltámos, depois de uma grande viagem que nos deu que fazer e nos roubou muitos dias de preparação...
Valeu a pena. Foi sem dúvida a viagem mais emocionante das nossas vidas. Infelizmente só durou um dia. 24 horas vividas intensamente na companhia de todos os que gostam de nós.
A quem lá esteve, muito obrigado por terem partilhado connosco deste dia tão especial.
Viajámos juntos desta vez...

quarta-feira, julho 12, 2006

Aldeia Infantil SOS






É uma espécie de oásis dentro da Assomada, em Cabo Verde. Uma aldeia de casinhas térreas, coloridas, dispostas de forma ordenada em pequenas ruas de calçada.
Fileiras de arbustos e flores separam estas moradias.
São dez, cada uma com o nome de uma ilha de Cabo Verde.

Lá dentro vivem crianças e uma "mãe" com um coração do tamanho do mundo que entregou a sua vida à causa.
Na aldeia SOS da Assomada, o ambiente é de entreajuda e de muita solidariedade. Os seus habitantes são meninos e meninas que ali chegam ainda bebés, mas com uma história de abandono, problemas sociais e pobreza...

Aqui descobrem uma nova esperança, o prazer de esboçar um sorriso, o carinho de alguém e acima de tudo um lar.. a partilha e a noção de que todos têm um papel, de que todos devem colaborar...
Na aldeia SOS nada se exige, tudo se pede... e a alegria das crianças é a principal recompensa.

Passámos lá um dia. Falámos com as mães de cada casa, conhecemos-lhes as angústias, as lágrimas esboçadas ao ver um dos "seus" meninos partir ao atingir a maioridade.
Partilhámos do quotidiano da aldeia. Das idas à escola, do almoço, das aulas de capoeira e dos ateliers de ofícios.
Ouvimos falar dos exemplos... Dos jovens que estão na universidade, dos homens que hoje tem um trabalho e uma missão.. e daqueles que embora já tenha passado o tempo permanecem na aldeia, como funcionários, como ajudantes.

Sentimo-nos parte desta grande familia e saimos com vontade de contribuir.
Partilhamos convosco este nosso ímpeto...

http://www.sos-childrensvillages.org/

segunda-feira, julho 03, 2006

O Mundial visto da diáspora






Em Cabo Verde também se viveram as emoções do último jogo com Inglaterra... e de que maneira.
As ilhas criolas pararam para ver jogar Portugal.
Como sempre, vimos o jogo no ecrã gigante do Centro Cultural Português, na Praia. O espaço tem sido uma espécie de "bastião luso" durante o mundial.
Aqui portugueses e cabo verdianos torcem pela mesma bandeira, pela mesma língua.

No final uma explosão de alegria, bonita de ver. Sem as euforias da Avenida da Liberdade, nem os apitos no Marquês de Pombal. Mas com abraços,e muitas saudações.

Percebi pela primeira vez o que é estar longe, o que é ser emigrante, sentir à distância e ter saudades, muitas saudades...

Daqui continuaremos a torcer , no seio desta micro comunidade portuguesa, mas com muitas amigos de Cabo Verde que partilham connosco da mesma alegria e carinho pela selecção nacional.
É Portugal espalhado pelos quatro cantos do mundo.. É a língua de Camões a falar mais alto...

sexta-feira, junho 30, 2006

Mais Galiza....



Santiago de Compostela


Centro Galego de arte contemporânea


Finisterra


Galiza convida à contemplação... Um lugar de belas paisagens onde a ruralidade se mistura com o urbanismo numa teia de caminhos fáceis de percorrer.
Na Galiza pode-se fazer um pouco de tudo. Contemplar a vista que o cabo Finisterra nos oferece, passando primeiro na encantadora aldeia de pescadores e crianças simpáticas.
Ou simplesmente mergulhar no cosmopolitanismo dos museus, das cidades sempre vivas.. dos pequenos restaurantes animados, onde se experimentam tapas até altas horas da madrugada....

Galiza ali tão perto!


La Toja

Torre de Hércules


Horreos


Santiago de Compostela


Já foi há algum tempo que nos aventurámos em direcção norte, passando a fronteira de Portugal e começando a percorrer o lindissimo território da Galiza.

Um bom mapa é suficiente, porque, por terras de nuestros irmanos (justiça lhes seja feita), há muito poucas hipóteses de nos perdermos.

De Vigo para cima encontrámos praias apeteciveis, pequenas baías de um mar fantástico.
Inevitavelmente vai-se parar a Santiago de Compostela, esse grande santuário onde se sente uma espécie de ambiente sagrado no ar.
Há medida que vamos subindo tudo nos surpreende cada vez mais, a paisagem, as pessoas, as pequenas aldeias, a gastronomia e a animação nocturna.
O povo galego é bem disposto, animado e muito hospitaleiro.

Termina-se a viagem com a respiração ofegante depois de subir as escadas que nos levam ao cimo do mais antigo farol romano do mundo.
Do cimo da Torre de Hércules vê-se La Coruña como de nenhum outro lugar. Valeu a pena o esforço... e esta semana despreocupada por terras galegas.

terça-feira, junho 27, 2006

BRAVA é o seu nome.






Apenas de barco se chega à mais pequena das ilhas do arquipelago de Cabo Verde. Em tempos ouve um pequeno aeroporto. Só com 7ooo habitantes, pouco ou nada faz jus ao seu nome. As suas gentes caracterizam-se com rostos afáveis e de diálogo facil com os forasteiros.
Nesta ilha de pequenas localidades, destaca-se a vila de Nova Sintra, geograficamente muito semelhante à nossa tão conhecida vila portuguesa que lhe deu nome. Bonitos sobrados do principio do século XX, pequenas casas de rés-do-chão caiadas de branco e muitas flores coloridas, que dão fama à Brava como sendo precisamente a Ilha das Flores.
Aqui o tempo passa devagar, espera-se o barco que vem do Fogo ou da Praia trazendo os familiares que labutam no outro hemisfério-nas americas, na sua maioria-, e tudo o que aqui faz falta: fruta, legumes, televisores, dvd's, mas enfim, com o pouco que têm são felizes.
Por entre um copito de grogue e uma de tocatina de violão e rebeca ao som das mornas de Eugénio Tavares, os bravenses vão continuando orgulhosos do seu espaço e da sua terra.

Beirute







Chamamos-lhe Beirute. Mas também poderia ser Cabul, ou qualquer outra cidade devastada pela guerra. Aqui as guerras são outras- a do êxodo de gentes, a do crescimento não sustentado. A guerra da poeira e de uma construção que não obedeceu a regras.
A Assomada, em Cabo Verde, é uma cidade feia, cinzenta, com edifícios semi destruídos e milhares de pessoas em correria.
Colorido, apenas o do grande mercado. Um misto de cheiros e sabores que vale a pena visitar.
A cidade é "pesada", os rostos são austeros e não têm os encantos que se encontram noutras ilhas de Cabo Verde.
Mesmo assim, merece uma visita, nunca para demorar muito tempo, mas o suficiiente para tentar perceber esta "malha urbana" tão peculiar.

quinta-feira, junho 22, 2006

ROSTOS CRIOULOS






Crianças, mulheres ou idosos...
São tantas as faces escuras...negras, de olhares intensos, meigos de convite à sabura, queimadas por dias de trabalho, ou só mesmo de puro deleite do passar do tempo que os leva de sol em sol.
A nós, resta sorrir, fotografá-las e encontrar nelas o que nos foi faltando com o evoluir dos tempos modernos e que a elas pouco diz.
Cabo Verde é, acima de tudo, isto.