sexta-feira, maio 26, 2006

SANTO ANTÃO - Cabo Verde (2006)

Cova

Tope de Corôa
Fim de tarde nas montanhas


Destilaria de Grogue

Vale do Paúl

quinta-feira, maio 25, 2006

Acima das Nuvens

SANTO ANTÃO - Cabo Verde (2006)

Acima das nuvens, é assim que nos sentimos, literalmente, quando percorremos as "milhentas" curvas em permanente sobe-e-desce desta ilha tão isolada, a mais ocidental do arquipélago de Cabo Verde.

Por um lado, a poente, o horizonte esvanece-se numa imensa paleta de ocres, vermelhos, e castanhos, que nos conduzem ao 2º ponto mais alto do país - Tope de Corôa (1979m.), um vulcão inactivo. Até aqui levamos umas três horas de viagem, desde Porto Novo, por caminhos tortuosos, autenticamente de cabras, que nos fazem ponderar a real necessidade de tal esforço.
A presença aqui e ali de pequenas casas fazem-nos imaginar, por alto, o dia-a-dia duro e cheio de privações destas pessoas.
A recompensa no final é-nos magestosamente oferecida por uma autêntica sinfonia de silêncios.

A parte norte e poente da ilha, mostra-nos algo quase único em Cabo Verde: Uma imensa vegetação. Aqui o verde, alimentado por chuvas um pouco mais frequentes, é acompanhado pelo chilrear dos pássaros e intensos cheiros.
A viagem que nos leva de Porto Novo (o local de acostagem do barco que nos trouxe do Mindelo) à Ribeira Grande leva 1 hora em dezenas e dezenas de curvas num interminável sobe-e-desce. Oferece-nos a possibilidade de observar e filmar fantásticos cenários naturais: Vales com arrepiantes escarpas que nos fazem olhar com respeito lá para baixo; A Cova, uma perfeita e enorme cratera forrada a verde, para onde entram lentamente gigantescas camadas de nevoeiro que se vão dissipando com o calor no seu interior.

Não me posso esquecer de referir que é Santo Antão a ilha do famoso Grogue - aguardente produzida através da destilação de cana de açucar,nos artesanais trapiches que se encontram principalmente no Vale do Paúl .

Claro que, a par destas magnificas imagens que vão ficando gravadas na minha memória, há aquela fatídica cena da bicicleta que descendo pela ribanceira abaixo vem precisamente embater na minha companheira de viagem.
Fez-nos transbordar de receios por, além de ser sábado e já tarde, estarmos num local e numa ilha tão isolada e com escassos recursos médicos.
Aquilo é que foi acelarar pelo vale do Paúl em direcção ao centro médico...
Um beijo Soraia.

terça-feira, maio 23, 2006

Terra de areias finas




TUNISIA (Agosto 2005)
7 dias de muito sol, areias escaldantes, águas mornas do mediterrâneo e cházinhos de menta.
Uma cultura tão diferente mas já demasiado entregue às necessidades turísticas de gentes de outras paragens que ali vão, apenas, para disfrutar de sol e praia.
Os tunisinos são, sem dúvida, como qualquer outro povo árabe, pessoas afáveis, educadas e de um extremo conhecimento sobre o nosso país. Aliás, conhecimento de línguas, é coisa generalizada, pelo menos, no que se refere aos comerciantes. Tudo, ou quase tudo, vale para nos convencer a comprar, desde o mais simples chá até uma enorme tapeçaria, isto sem deixar de levar, também, uma t-shirts com camelos estampados.
E não é que o Sahara afinal é aqui tão perto de Lisboa?

quarta-feira, maio 17, 2006

O mito Mont-Rond




As crianças do Fogo säo assim: simpaticas, sorridentes e muito curiosas com os forasteiros.
Encantadoras com os seus cabelos loiros e olhos claros que, segundo consta por aqui, testemunham a passagem de um tal Mont-Rond pela ilha.
Diz-se que seria um nobre francês que chegou ao Fogo por razões pouco conhecidas e se tornou num dos principais benfeitores de Chã de Caldeiras.
Por aqui, perpetua-se o "Mont-Rond" no sobrenome de grande parte dos habitantes.
Verdade ou não, o certo é que este lugar tem uma identidade muito própria.

terça-feira, maio 16, 2006

Dja'r Fogo- Um vulcão, um povo





Tivemos o privilégio de começar esta nossa caminhada pelas ilhas criolas na ilha do Fogo. Iamos à procura de belos planos e histórias interessantes... Encontrámos muito mais que isso. "Achámos" uma ilha que nos marcou profundamente.. Uma ilha de contrastes e paisagens que raramente se conseguem descobrir.

O Fogo é acima de tudo o vulcão e a imagem negra que nos aparece à vista quase por acaso, depois de uma última curva, onde já se sente a altitude. Difícil de descrever esta imagem de um vulcão imponente e de um pequeno lugar a seus pés... rendido e apaixonado por este monte negro.
Chã das Caldeiras é um sítio especial, com pessoas especiais. Gentes que têm no temperamento a força do vulcão e um profundo amor a esta terra, tantas vezes devastada pela lava, outras tantas reconstruída pela teimosia dos seus habitantes.

A Chã merece uma visita demorada, com ou sem coragem para subir ao pico do vulcão. Dizem que é inesquecivel... Nós não experimentámos essa sensação: o desafio de subir durante 4 horas com uma câmara ao ombro pareceu-nos demasiado penoso.
Mesmo assim a estadia neste lugar único ficou-nos na memória... as pessoas que conhecemos... as imagens que vimos... e um céu mais estrelado do que todos os outros, principalmente depois das 11 da noite, quando se apaga o gerador que ilumina a única estalagem de Chã das Caldeiras.

segunda-feira, maio 15, 2006

Nha Terra





Passou a ser mesmo a "Nossa Terra" a partir do momento em que aceitámos o desafio de "embarcar" em direcção às dez ilhas Atlânticas de Cabo Verde.
Já lá vão quase sete meses desde que dissemos "sim" a esta aventura.
Mudámo-nos de "armas e bagagens"... de câmara de filmar e computador portátil... rumo a uma nova realidade, a uma outra vida.
Connosco veio uma equipa de televisão com alguns projectos em mente.
Viver em Cabo Verde, sobretudo viver em comunidade, ensinou-nos a crescer ...a controlar as emoções e os desesperos... a deixar de sentir falta das "pequenas" coisas a que a vida numa cidade cosmopolita nos habituou.

O resultado desta nossa aventura já é visível num programa de televisão que fala do orgulho de se ser cabo verdiano- Nha Terra, Nha Cretcheu, na RTP África e na TCV.

domingo, maio 14, 2006

A Soraia


Viajar é mergulhar num local, nas suas gentes, na sua cultura.. Olhar com olhos de ver e sentir profundamente.
O jornalismo permite-me muitas vezes este olhar intenso sobre aquilo que tenho tido oportunidade de viver.
Este blog é um pouco da memória escrita de alguns trabalhos eternizados nos "frames" de cada reportagem.
"Filmes" registados pela "outra metade" e relatados na primeira pessoa.
Mas o blog fala também de viagens de lazer e daqueles dias que passámos com sabor a descanso em lugares especiais...
Um pouco do nosso "caderninho de recordações" em formato digital.

sexta-feira, maio 12, 2006

O Pedro


Trabalho em televisão, e com isso, vou amealhando recordações de lugares por onde passei, pessoas que conheci, situações... experiências que me ficam na retina e no gravador da minha câmara de filmar.
Memórias quase sempre a dois...
Sem ELA nada disto teria tanto sentido.
Eis os nossos relatos, histórias de trabalho e lazer.