terça-feira, junho 26, 2007

São Tomé e Principe - cores e formas










São cores vivas... rosas, castanhos,verdes, vermelhos, amarelos... que transpiram em toda a natureza e nos mais simples elementos do dia-a-dia.

São as aves exóticas, as plantas de tamanhos e formas inimagináveis, os bichos e bichinhos que não nos ligam e até se deixam fotografar, enfim, falta apenas colocar a moldura e pendurar na parede.

sexta-feira, maio 04, 2007

São Tomé e Principe - As roças












Simbolos do colonialismo, expoentes máximos do domínio senhorial em São Tomé, as roças têm tanto de encantador como de deprimente.

Existem dezenas delas por todo o território. As que outrora foram mais abastadas guardam ruínas de grandes hospitais, casas sumputosas que pertenciam aos administradoes e proprietários e as pequenas divisões onde viviam os trabalhadores- mão de obra trazida de Angola e Cabo Verde.

Gente que ficou eternizada nas descendências que hoje ocupam as roças e aí vivem em condições de pobreza e degradação extremas.
A nós custou-nos especialmente chegar de Cabo Verde e sentir nas roças o carinho e simpatia expressos em criolo.
Gente que se perdeu em S. Tomé, que perpetua a língua dos pais e dos avós, mas que pouca referência terá da terra dos seus antepassados.
Gente pobre, muito pobre que vive com quase nada a não ser um sorriso e um resto de esperança no olhar.
São, em última instância as vitimas que sobram daquela que foi uma potência do cacau, nos tempos coloniais.

Das grandes roças portuguesas restam hoje ruínas, edificios mais ou menos cuidados, pequenos apontamentos do passado, e as terras onde o cacau resiste ao tempo e cresce por teimosia.
Raras são as que ainda produzem do ponto de vista comercial. Algumas foram adquiridas por privados, transformadas em pequenas unidades hoteleiras, ou de interesse turistico. Mas a grande maioria, pertença do Estado, está abandonada e ameaça não resistir de pé muitos mais anos.

sexta-feira, abril 27, 2007

São Tomé e Principe - as crianças






Pobres, muito pobres, mas com a alegria estampada nos rostos. Sinais das crianças de São Tomé que nos enchem o coração. A simplicidade com que vivem o dia-a-dia e nos recebem torna toda esta viagem, só por si, gratificante.
Como em Cabo Verde, as crianças, são a grande parte da moldura humana deste pequeno país. De sorriso fácil, habituaram-se a conviver com a imagem do turista que dá "doci" e lhes tira uma foto. E com isso, retribuem ,sempre, com um "obrigado".

sexta-feira, abril 13, 2007

São Tomé e Principe... Diário de uma Viagem ao Paraíso








5 horas é o tempo que separa a árida e ventosa ilha do Sal, das paisagens verdes e tropicais de S. Tomé.
5 horas a bordo de um avião da TAAG, com um serviço bastante aceitável mas um ar condicionado "gelado", como que a dar-nos os derradeiros resquicios daquilo que seria a sensação de frio pela última vez durante esta semana.
Quando aterrámos naquele pedaço de terra e a porta do Boeing se abriu finalmente, o ar tornou-se pesado, muito quente, muito húmido, quase irrespirável.
Uma breve panorâmica pela paisagem: tudo verde, uma vegetação densa para onde quer que dirigissemos o nosso olhar. Um cheiro intenso a mato, anunciava um lugar especial... muito especial.
A Cidade de S. Tomé anuncia-se pela pela fantástica Baía de Ana Chaves. É para ela que se viram as casas térreas de estilo colonial, hoje recuperadas e com magnificas janelas de sacada.

A cidade é agradável, espaçosa, plana. De largas avenidas, arquitectura cuidada, colorida e acolhedora. Um lugar onde apetece caminhar a pé.

Anoitece cedo, consequências de estarmos na linha do Equador. Mas aos primeiros sinais de noite, os edificios iluminam-se e tornam o anoitecer mais acolhedor.

sexta-feira, fevereiro 16, 2007

Patinagens...


Os meus companheiros de viagem durante muitos e muitos anos...
Com eles percorri quilómetros... partilhei alegrias e tristezas... vivi momentos de glória.
Viajámos juntos, embalados pela música, pelos movimentos, pelo som dos aplausos que nos saudavam.
Saudades e desejo de voltar em breve às sensações únicas que estes companheiros me proporcionavam...

sexta-feira, fevereiro 09, 2007

The Yellow Submarine...











SAL, ilha de destino de europeus em férias rápidas de Inverno.
Aqui o calor permanente faz esquecer o frio e a chuva que vão fazendo pela Europa fora por esta altura.
Nós em trabalho, aceitámos o convite do Pedro Borges e do seu "capitão" para embarcar no NEPTUNUS numa viagem, não de 20 mil léguas submarinas, mas sim num passeio ao fundo do mar ao largo da costa de Santa Maria.
Aqui, tivemos a oportunidade de observar o "Porto Novo" e o "Bolama", dois antigos navios de transporte cabo-verdianos naufragádos há já algumas décadas. São, obviamente, dois fantásticos "spots" para os amantes do mergulho.
O NEPTUNUS é, sem dúvida, um excelente anfitrião das profundezas deste mar azul mas que proporciona, também, um passeio bem agradável.

segunda-feira, janeiro 22, 2007

Atenas - Grécia







Atenas é, como se pressupõe numa capital europeia, uma mescla de sentidos, emoções, sons, sabores... Enfim, não deixa de transmitir a quem a visita todo um misto de classicismo e modernismo que se apresentam em cada lugar desta grande urbe.
A agitação das zonas comercias à noite é enorme. Os atenienses, alegres latinos, entregam-se à animação e ao convivio entre amigos.
Infelizmente, paira no ar uma já muito visivel camada de poluição, atestada pelo imenso trânsito que povoa as avenidas da cidade.
A cidade é gigantesca, muito grande mesmo, e a rede de transportes é excelente. Desde o aeroporto ao centro da cidade; da Acrópole ao Porto do Pireu com os seus charmosos bares junto às docas, tudo é possivel de percorrer em transportes públicos.

segunda-feira, janeiro 08, 2007

as filhozes e o Natal no frio


Soube bem voltar a casa... Ao frio de Portugal ... ao Natal em familia com todas aquelas coisas boas em cima da mesa e o carinho daqueles que nos querem bem. É o aconchego do lar que nos deixa tantas saudades na hora do regresso.

quarta-feira, dezembro 20, 2006

Feliz Natal


Um Natal cheio de paz, saúde e alegria e um Novo Ano com tudo de bom....

sexta-feira, dezembro 08, 2006

O nosso Inverno



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Começa a soprar-nos ao ouvido de uma maneira subtil... aumenta gradualmente de intensidade até lhe chamarmos vento... Chega, assim, a Cabo Verde, com "pés de lã" e anuncia o Inverno, o tempo fresco.

Faz lembrar a tramontana... mas este não é tão frio e também não trás a loucura, como escreveu Garcia Márquez nos seus contos, sobre o vento forte de nordeste.

O vento de Cabo Verde trás uma bruma muito fina de pequenas partículas de areia que vem do Sahara. O céu pinta-se de cinzento como que a dar esperanças de uma chuva que nunca chega... e o tempo fica mais fresco.